O CBG suscita cada vez mais curiosidade, pois é apresentado como o «cannabinoide-mãe». Distingue-se do CBD pelo seu modo de ação e pelos seus efeitos potenciais. O que se pode realmente esperar do CBG? E em que difere do CBD? Fazemos um balanço da situação, sem promessas exageradas.
O essencial a reter
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O CBG é um canabinóide não psicotrópico, precursor do CBD e do THC na planta.
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Os seus efeitos potenciais dizem respeito sobretudo à concentração, ao equilíbrio digestivo e à inflamação.
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O CBG atua de forma diferente do CBD, com uma interação mais direta com determinados recetores.
O que é o CBG e como funciona?
O CBG, ou canabigerol, é frequentemente apelidado de mãe dos canabinóides. Esta denominação deve-se ao seu papel biológico na planta. A forma ácida, o CBGA, é o precursor químico que dá origem ao CBD e ao THC.
Por outras palavras, sem o CBG, os outros canabinóides principais não existiriam. Quando madura, a planta geralmente contém pouco CBG, pois este transformou-se noutras moléculas.
Isso explica por que razão os produtos ricos em CBG são mais raros e, muitas vezes, mais caros.
Tal como o CBD, o CBG interage com o sistema endocanabinóide, que regula funções essenciais (humor, sono, apetite, inflamação e resposta ao stress).
A principal diferença em relação aos outros canabinóides reside no modo de interação. O CBG parece ligar-se mais diretamente a certos recetores, nomeadamente os CB1 e CB2, enquanto o CBD atua sobretudo como modulador indireto.
Isso pode explicar as diferentes impressões dos utilizadores.
O CBG não é psicotrópico, não provoca euforia nem alteração da perceção. Por isso, não sentirá qualquer efeito de «euforia». O seu interesse reside, antes, num acompanhamento funcional.
Os potenciais benefícios do CBG
Concentração e clareza mental
Muitos utilizadores descrevem o CBG como mais «estimulante» do que o CBD. Não se trata de uma estimulação comparável à da cafeína, mas sim de uma sensação de vigília mais nítida. Algumas pessoas optam pelo CBG de manhã ou durante o dia, quando desejam manter a concentração sem sentir sonolência.
Essa diferença percebida poderá estar relacionada com a suainteração mais direta com certos recetores neuronais.
Apoio digestivo e inflamação
Estudos preliminares sugerem que o CBG possa desempenhar um papel na regulação da inflamação e do conforto intestinal.
O sistema endocanabinóide está fortemente envolvido na função digestiva. Ao atuar sobre os recetores presentes no intestino, o CBG poderá contribuir para manter um equilíbrio. Devemos, no entanto, manter a cautela, uma vez que os dados em humanos ainda são limitados.
Os efeitos antibacterianos estudados
Um aspeto frequentemente mencionado diz respeito às propriedades antibacterianas do CBG observadas em laboratório. Alguns estudos demonstraram uma atividade interessante contra bactérias resistentes.
É importante esclarecer que estes resultados referem-se a ambientes experimentais controlados. Isso não significa que um produto com CBG substitua um tratamento médico. Estamos a falar de um potencial científico, não de uma aplicação clínica generalizada.
CBG vs. CBD: quais são as diferenças concretas?
Uma sensação diferente ao usar
O CBD é frequentemente associado ao relaxamento e ao alívio. É escolhido para ajudar a gerir o stress ou a promover o sono.
O CBG, por sua vez, é considerado mais neutro no que diz respeito ao efeito relaxante. Alguns descrevem-no como mais «leve» e mais adequado para o dia-a-dia.
Isso não significa que o CBG tenha um efeito estimulante forte, mas sim que provoca menos sonolência do que o CBD em certos perfis.
Modo de ação: modulação vs. interação direta
O CBD atua principalmente modulando indiretamente a atividade dos recetores do sistema endocanabinóide. Influi também noutras vias biológicas, nomeadamente as relacionadas com a serotonina.
O CBG, por outro lado, parece interagir mais diretamente com os recetores CB1 e CB2.
Esta diferença de afinidade poderá explicar efeitos que são percebidos como mais direcionados ou mais funcionais. No entanto, continuamos num domínio em que a investigação continua a evoluir.
Será que se podem combinar?
Combinar CBG e CBD é uma prática cada vez mais comum. A ideia baseia-se no efeito de entourage. A combinação de vários canabinóides pode produzir um efeito mais completo.
Eis os objetivos geralmente visados com esta parceria:
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Manter a concentração e, ao mesmo tempo, reduzir o stress;
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Equilibrar a energia mental e o relaxamento;
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Beneficiar de um espectro de canabinóides mais amplo.
É importante ter em conta que a dosagem continua a ser determinante, pois uma fórmula mal equilibrada pode atenuar o efeito pretendido.
Como escolher entre CBG e CBD?
Identifique a sua principal necessidade
Se procura, acima de tudo, um apoio para o sono ou para um relaxamento profundo, o nosso óleo de CBD e CBG, por exemplo, é frequentemente a opção mais adequada. Recomendamos também a nossa resina Ketama CBG/CBD.
Se a sua prioridade é a concentração ou um consumo durante o dia sem efeitos sedativos, o CBG pode ser uma boa opção.
Verificar a qualidade do produto
Uma vez que o CBG está presente em pequenas quantidades naturais na planta, a sua extração requer variedades específicas ou processos adaptados.
Dê preferência a produtos analisados em laboratório, com a concentração claramente indicada. Verifique também o teor de THC, que deve estar em conformidade com a regulamentação em vigor.
Estas análises aplicam-se aos produtos à base de CBD. Opte sempre por marcas de confiança, como High Society.
Testar gradualmente
Tal como acontece com o CBD, é preferível começar com uma dose moderada e ajustá-la gradualmente.
Cada organismo reage de forma diferente. A sensação pode variar consoante o seu metabolismo, o seu nível de stress e a sua sensibilidade pessoal. Aconselhamos que observe as suas reações ao longo de vários dias antes de aumentar a dose.
