Enquanto canabinóide, o CBD é frequentemente confundido com o seu primo, o THC. No entanto, não apresenta qualquer perigo para a saúde nem risco de dependência. Pelo contrário, os seus efeitos terapêuticos continuam a provar a sua eficácia.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) continua a ser a instituição mais reconhecida quando se trata de emitir um parecer médico oficial sobre uma nova substância. Como molécula recentemente legalizada, o canabidiol não foge à regra.
O que é o CBD e o óleo de CBD?
Qual é a opinião da OMS sobre o óleo de CBD?
Por que razão esta substância só foi legalizada tão tarde em Portugal
Neste artigo, encontrará todos os elementos que constituem a posição oficial da OMS sobre o CBD, bem como os benefícios reconhecidos deste.
O que são o CBD e o óleo de CBD?
O canabidiol é mais conhecido pela sigla CBD.
A primeira informação importante a esclarecer é que o CBD é muito diferente do THC, especialmente no que diz respeito aos seus efeitos na saúde.
Por um lado, o THC é procurado pelos seus efeitos psicotrópicos, mas apresenta um elevado risco de dependência. Por outro lado, o CBD tem sobretudo efeitos terapêuticos na saúde, sem efeitos secundários prejudiciais.
Para proporcionar estes benefícios, o CBD interage diretamente com o nosso sistema nervoso central, mais concretamente com o nosso sistema endocanabinóide. Consegue ativar os recetores canabinóides CB1 e CB2, o que influencia certas perceções, tais como a dor, o stress ou ainda o bem-estar.
O óleo de CBD é uma das formas em que o CBD é comercializado.
Trata-se, sem dúvida, da forma mais universal e simples de consumir CBD. Seja por via sublingual, por aplicação tópica ou por ingestão clássica, o óleo de CBD pode ser adquirido em diferentes concentrações, para que a sua intensidade se adapte às suas necessidades pessoais.
Existem estudos da OMS sobre o CBD?
É claro que, tal como acontece com a entrada de qualquer nova substância no mercado mundial, e sobretudo no europeu, a OMS não deixou de emitir o seu parecer médico oficial sobre o CBD.
Foi assim que, num relatório de 2017 com 29 páginas, a OMS se posicionou oficialmente sobre o tema do CBD.
A sua conclusão é simples: não, o CBD não representa absolutamente nenhum perigo para a saúde.
Este relatório centrou-se principalmente na questão de saber se o CBD poderia ou não ser classificado como estupefaciente. Graças às conclusões deste relatório, foi estabelecida uma distinção científica clara entre o CBD e o THC (cannabis), permitindo descartar qualquer hipótese de efeitos nocivos do canabidiol para a saúde.
A OMS chega mesmo a reconhecer que o canabidiol tem certos efeitos terapêuticos na saúde.
A OMS reconhece os benefícios do CBD para a saúde
No seu relatório exaustivo de 2017, a OMS não se limitou a desmistificar os preconceitos sobre o CBD, tendo chegado ao ponto de afirmar que este apresenta diversos benefícios para a nossa saúde.
Ela admitiu, nomeadamente, que o CBD é capaz de aliviar dores de diversa natureza, sendo os seus efeitos terapêuticos, por sua vez, muito variados:
- analgésico,
- anti-inflamatório,
- redução do stress e da ansiedade,
- alívio dos sintomas da osteoartrite,
- melhoria do sono e combate à insónia,
- solução para a depressão,
- alívio dos sintomas de certas doenças graves, como a doença de Parkinson ou a esclerose múltipla.
Com base nestas informações, tanto devido à ausência de efeitos negativos para a saúde como à existência de benefícios, a OMS afirmou que o CBD pode ser considerado uma forma de tratamento natural sem contraindicações específicas.
Por que razão o CBD só foi legalizado tão tarde em Portugal
Agora que abordámos a posição oficial da OMS sobre o CBD, que é muito positiva, permanece a questão de saber por que razão o CBD só foi legalizado tão tardiamente em França.
A resposta é simples: a França pretendia realizar os seus próprios estudos científicos. Os pareceres médicos da OMS são sempre aguardados com grande expectativa, mas têm apenas caráter informativo e não têm qualquer efeito vinculativo para os Estados.
Embora a OMS seja a referência internacional incontornável em matéria de saúde, a França decidiu adotar uma abordagem científica independente em relação ao CBD e, por isso, dedicar tempo à realização dos seus próprios estudos científicos.
Uma delas, aliás, ainda está em curso, tendo-se iniciado em março de 2021 e com duração até março de 2023.
De facto, o CBD foi legalizado em Portugal e a sua comercialização está em expansão. É precisamente devido ao seu sucesso comercial e aos inúmeros benefícios para a saúde prometidos pelo CBD que a França justifica a continuação dos seus estudos.
As primeiras investigações realizadas pela França sobre o tema tinham como objetivo validar as afirmações da OMS antes de legalizar o CBD no seu território, de modo a realizar uma espécie de dupla verificação científica.
Os estudos atualmente em curso parecem orientar-se para uma investigação mais aprofundada, talvez com o objetivo de descobrir novos benefícios do CBD para a saúde e de levar ainda mais longe a sua utilização como tratamento natural.