Les cannabinoïdes, ces fameux composés de la plante de chanvre aux bienfaits si réputés, peuvent être complexes à comprendre. Dans la longue liste des cannabinoïdes, le CBD et le CBDA se démarquent aisément. Le CBD n’a pas besoin qu’on en fasse la promotion tant sa légalisation a accéléré sa consommation à grande échelle, tandis que le CBDA reste relativement méconnu. Afin de mieux comprendre ce qui relie mais également ce qui distingue ces deux substances, voici les principales choses à connaître.
Definição do CBD e dos seus efeitos terapêuticos
A legalização do CBD em Portugal um caminho longo e árduo, mas que não foi percorrido em vão. O CBD está agora oficialmente legalizado, é comercializado livremente e, acima de tudo, foi reconhecido como uma substância totalmente segura para a saúde. Exceto no caso de uma interação com medicamentos, não há precauções reais nem receios a ter no que diz respeito ao consumo de CBD.
Enquanto canabinóide, o CBD teria diversos e numerosos benefícios para a saúde, tais como um efeito anti-inflamatório, a capacidade de facilitar a digestão, de reduzir o stress, de aliviar a insónia ou ainda de proporcionar um estado de bem-estar geral muito satisfatório, mas sem os riscos psicotrópicos próprios do THC. O conjunto destes efeitos terapêuticos é possível graças à interação das moléculas de canabidiol com o nosso sistema endocanabinoide, também conhecido como sistema canabinoide endógeno.
Os recetores CB1 e CB2 compõem este sistema e estão distribuídos por todo o corpo humano. Têm, nomeadamente, a função de interpretar os níveis de stress ou de felicidade, ou ainda de perceber o nível de dor. Ao consumir CBD, qualquer pessoa consegue alterar de forma positiva estas perceções ditas nociceptivas. O CBD, ao interagir com estes recetores CB1 e CB2, consegue inibir as perceções de stress e dor e aumentar as de felicidade e relaxamento. E quanto ao CBDA?
O que é o CBDA?
CBDA é a abreviatura de ácido canabidiólico, outro canabinóide da planta do cânhamo.
Mas antes de definir o CBDA, é essencial traçar o processo de evolução, ou de crescimento, da planta do cânhamo.
À medida que a planta do cânhamo cresce, uma determinada molécula está presente em quantidades particularmente elevadas: o CBGA, ou ácido canabigerólico. O CBGA pode ser considerado o verdadeiro precursor de todos os canabinóides que conhecemos. O THC e o CBD não são, portanto, canabinóides «originais», longe disso. O THCA e o CBDA estão, respetivamente, na origem da existência do THC e do CBD.
Para que o CBDA se transforme em CBD, é necessário secar corretamente a planta de cânhamo. Desta forma, os seus efeitos distribuem-se de maneira homogénea e obtém-se uma molécula adequada para o consumo regular e com muito poucas contraindicações.
No entanto, é importante ter em conta que, se o CBDA é considerado a «mãe» do CBD, isso não é por acaso. O CBDA revela-se extremamente forte e potente, o que constitui uma faca de dois gumes. Pode ser capaz de aliviar dores significativas, incluindo náuseas intensas, mas recomenda-se ter cuidado para não consumir doses demasiado elevadas ou consultar o médico.
Em que ponto se encontra a investigação sobre o CBDA?
O facto de o CBD estar agora legalizado significa que os estudos sobre o tema se multiplicaram nos últimos anos. A verdade não é a mesma no que diz respeito ao CBDA, que, por sua vez, continua a ser desconhecido do grande público, bem como pouco estudado. Só com um aumento significativo dos ensaios clínicos será possível orientar a opinião pública sobre o tema do CBDA. Entretanto, algumas investigações científicas realizadas em células permitem, ainda assim, formar uma ideia sobre o seu âmbito de ação.
A principal linha de investigação é o alívio da ansiedade através do CBDA. Estudos demonstraram que o CBD, o canabidiol, teria um efeito positivo na ansiedade social dos consumidores. A ligação do CBD aos recetores de serotonina tornaria isso possível. Mas o CBDA, por sua vez, teria 100 vezes mais eficácia e afinidade com os recetores de serotonina do que o CBD. 100 vezes mais! A partir daí, as investigações científicas passaram a destacar o potencial efeito antináuseas do CBDA.
É, no entanto, importante salientar que estas investigações ainda se encontram numa fase inicial. Por enquanto, são realizadas apenas em células em laboratório e em animais. Os próximos anos serão, sem dúvida, fundamentais para se saber mais sobre o CBDA e os seus segredos.
CBD versus CBDA: as diferenças que deve conhecer
Sim, o CBD e o CBDA têm semelhanças que é difícil negar. O CBDA não é mais do que a molécula precursora do CBD, e nenhum dos dois tem efeitos psicotrópicos.
As diferenças entre eles são mais subtis. Em primeiro lugar, do ponto de vista químico, o CBDA apresenta uma forma ácida, enquanto o CBD é bastante neutro. Isto influencia significativamente a potência e os efeitos secundários da substância, fatores que se tornam perfeitamente assimiláveis no caso do CBD. É possível, por exemplo, consumir CBD na forma de óleo em diferentes concentrações, desde a maissuave, de 5%, até à mais intensa, de 10%. A intensidade é, portanto, ajustável pelo consumidor, enquanto o CBDA não oferece essa flexibilidade.
Além disso, verifica-se que o CBDA seria particularmente eficaz para aliviar, tanto de forma imediata como duradoura, as náuseas e os vómitos, ao passo que o CBD não possui essa capacidade.
Por fim, os efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos do CBD parecem não estar presentes, ou estar presentes em quantidades muito reduzidas, no CBDA. No entanto, os estudos científicos ainda são escassos, pelo que é necessário aguardar antes de se poder ter uma ideia completa dos efeitos do CBDA.
A complementaridade do CBD e do CBDA
Para além das suas diferenças, parece que o CBD e o CBDA apresentam uma certa complementaridade. Cada vez mais estudos revelam que estes dois canabinóides têm maior potencial de ação quando interagem em conjunto. Seria possível que aumentassem mutuamente a sua potência e, consequentemente, multiplicassem por dez a intensidade e a duração dos efeitos sentidos. No entanto, é necessário ter cautela neste ponto. Tal como referido anteriormente, a investigação sobre o CBDA ainda está em curso, pelo que os dados científicos são insuficientes para recomendar o consumo simultâneo de CBD e CBDA.